Club de
Marechal Cândido Rondon

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Rotarys de Marechal Rondon abraçam campanha #InformaçãoSalvaVidas

Com a vacinação contra a Covid-19 avançando dia após dia, percebe-se que as informações têm capacidade de salvar vidas tanto quanto o imunizante. Isso porque, se bem-informada, a população confia e busca a imunização; se mal informada, ignora a vacina e contribui para a postergação do esperado novo normal pós-pandemia. Do mesmo modo que as vacinas contra o coronavírus são estigmatizadas e, consequentemente, não procuradas por alguns, a demanda por outros imunizantes também diminuiu, o que corrobora ao surgimento de doenças evitáveis e, ainda mais grave, ao surgimento de males praticamente extinguidos, como o sarampo. Com olhos atentos à crescente desconfiança das pessoas diante das vacinas, tanto as já conhecidas quanto àquelas formuladas para barrar a pandemia, o Rotary reuniu clubes de todo o Brasil em prol da campanha #InformaçãoSalvaVidas como um apelo à importância da imunização. Para divulgar a iniciativa, integrantes dos Rotarys Clubes de Marechal Cândido Rondon visitaram o Jornal O Presente. Estiveram presentes no encontro a presidente do Rotary Clube Guarani, Justina Metzner (Tina); a presidente do Rotary Clube Marechal Rondon, Leide Meinerz; a governadora assistente do Distrito 4640, companheira do Rotary Clube Marechal Rondon Grasielly von Borstel; o presidente do Rotary Clube Beira Lago, Martinho Raupp; e a presidente do Rotary Clube 25 de Julho, Aline Marki.   DIMINUIÇÃO NA PROCURA A campanha #InformaçãoSalvaVidas tem como intuito conscientizar as pessoas quanto à vacinação de modo geral. “Não é exclusivamente sobre a Covid-19, é uma ação a respeito de todas as vacinas. Governos perceberam uma redução generalizada na procura por imunização. Mães e pais não estão levando as crianças para se vacinar. Do mesmo modo, muitos adultos também não estão indo”, lamenta Tina, enfatizando que “as vacinas fazem o bem”. Presidente do Rotary Clube Guarani, Justina Metzner (Tina): “Não é exclusivamente sobre Covid-19, é uma ação a respeito de todas as vacinas. Mães e pais não estão levando as crianças para se vacinar. Do mesmo modo, muitos adultos também não estão indo” (Foto: O Presente)   ONDA DE DESINFORMAÇÃO A governadora assistente do Distrito 4640 diz que o objetivo é combater a desinformação, uma vez que, segundo ela, isso afasta as pessoas da vacinação. “O Rotary verificou nas comunidades que participa a não adesão às vacinas, porque as pessoas estão desinformadas. A vacina é uma forma de proteger a vida e o ser humano. Vestimos a camisa da informação e vamos agir na comunidade”, enfatiza. Ela pontua que muitos daqueles que não se vacinam usam boatos e informações incorretas como justificativa. “Acham que vai causar tal mal, porque escutaram alguém falar que teve um problema”, exemplifica. As redes sociais, considera Raupp, são responsáveis por grande parte das fake news que rondam a imunização. “A tecnologia traz informações corretas, mas também espalha boatos que fazem as pessoas terem medo. Às vezes, o volume de informação inadequada é muito maior do que o de informação verdadeira”, compara, acrescentando que, com o rápido compartilhamento, em um piscar de olhos o dado errôneo é propagado entre os usuários. Governadora assistente do Distrito 4640, Grasielly von Borstel: “A vacina é uma forma de proteger a vida e o ser humano. Vestimos a camisa da informação e vamos agir na comunidade” (Foto: O Presente)   VACINAS APROVADAS Uma das dúvidas daqueles que optam por não se vacinar contra a Covid-19, especialmente, é o curto período entre produção e aprovação dos imunizantes. “Foram imunizantes emergenciais e, ainda assim, as pessoas alegam que a vacina precisa de vários anos antes da aprovação”, relata Leide. Grasielly endossa as palavras da presidente do Rotary Clube Marechal Rondon e afirma que a tecnologia atual possibilita a rapidez nos processos neste tipo de eventualidade. “Os países colocaram as melhores equipes nesse esforço coletivo e um amplo investimento foi canalizado, pois entendeu-se quantas vidas poderiam se perder e, de fato, se perderam até que a vacina fosse distribuída à população, ainda que mais rapidamente que o convencional”, salienta. Outro ponto a ser considerado quanto à rapidez com que se produziu a vacina anti-Covid é a igual velocidade com que o coronavírus se propagou mundo afora, argumenta ela. Presidente do Rotary Clube Marechal Rondon, Leide Meinerz: “Trabalharemos em nossas mídias sociais para divulgar essa informação, além de marcar presença em eventos com banners da campanha. A conscientização começa nas pessoas do nosso próprio clube” (Foto: O Presente)   EFEITOS COLATERAIS De acordo com Leide, os efeitos colaterais que por vezes surgem após a imunização amedrontam algumas pessoas. “São sintomas normais e significam que o organismo está criando suas defesas a partir daquela vacina. Ao mesmo tempo, não ter reação não significa a ineficácia do imunobiológico, visto que cada um reage à sua maneira”, evidencia. Os relatos de reação a vacina, por vezes até “aumentados”, são responsáveis em alguns casos por pessoas que não procuram a dose de reforço, acrescenta Tina.   CUIDADOS CONTINUAM A vacina contra a Covid-19, expõe Grasielly, não impede totalmente a contaminação, mas reduz os efeitos graves da doença. “A preocupação também é sobre a continuidade dos cuidados, mesmo quando já se está vacinado”, pontua. A presidente do Rotary Guarani destaca a mudança do perfil dos pacientes agravados como uma comprovação da eficácia das vacinas. “Os casos mais graves, que infelizmente estão indo a óbito, são de pessoas mais jovens, atualmente, posto que os idosos já completaram o esquema vacinal”, pondera. Cabe a cada um refletir que, instiga a presidente do Rotary Marechal Rondon, “se há reação com uma simples vacina, a doença tem potencial para ser ainda pior”. “Só passaremos pela pandemia quando tivermos um bom número de pessoas vacinadas”, projeta.   CONSCIENTIZAÇÃO O presidente do Rotary Beira Lago comenta que, em âmbito mundial, foram investidos US$ 36 milhões em campanhas em prol da vacinação no ano rotário que se encerrou. “No Brasil, os distritos receberam US$ 625 mil da fundação para investir em ações do tipo. Os próprios distritos usaram verbas próprias de US$ 500 mil nos projetos”, mensura. Para a campanha #InformaçãoSalvaVidas, o foco é a conscientização por meio do combate à desinformação. “O Rotary é uma instituição respeitada e ao abraçar essa bandeira é como se estivesse atestando que a vacina faz bem. Essa foi uma das motivações para que levássemos essa ideia”, ressalta a presidente do Rotary Guarani. Presidente do Rotary Clube Beira Lago, Martinho Raupp: “Quando se indica um produto a um amigo, ele se sente mais seguro para comprar. É a mesma coisa com a imagem de alguém próximo se vacinando. Vale a pena incentivar” (Foto: O Presente)   MOBILIZAÇÃO NAS MÍDIAS A campanha #InformaçãoSalvaVidas será propagada através de uma forte ação nas redes sociais, aponta Leide. “Trabalharemos em nossas mídias sociais para divulgar essa informação, além de marcar presença em eventos com banners da campanha. A conscientização começa nas pessoas do nosso próprio clube”, afirma. Raupp diz que um material de mídia padronizado será distribuído. “O Rotary tem uma estrutura de imagem pública bastante abrangente”, enaltece. O objetivo, reforçam os líderes rotarianos, é que a campanha erradique a desinformação e leve mais pessoas aos postos de vacinação, pois, destacam eles, só assim o coronavírus deixará de representar uma pandemia e se tornará um vírus corriqueiro. Presidente do Rotary Clube 25 de Julho, Aline Marki: “O objetivo é que a campanha erradique a desinformação e leve mais pessoas aos postos de vacinação” (Foto: O Presente)   CONFIANÇA Aqueles que são partidários da mesma ideia têm também em suas redes sociais um instrumento de divulgação da vacina. “As pessoas postam fotos para mostrar que estão imunizadas e, com isso, chamam outros a se vacinarem, transmitem confiança”, salienta a presidente do Rotary Marechal Rondon. A postagem nas mídias funciona tal qual a indicação de um produto, compara o presidente do Rotary Beira Lago. “Quando se indica um produto a um amigo, ele se sente mais seguro para comprar. É a mesma coisa com a imagem de alguém próximo se vacinando”, observa ele, e Tina acrescenta: “Influencers e pessoas famosas têm esse mesmo impacto positivo”.   HISTÓRICO DE ERRADICAÇÃO O Rotary encampa campanhas de vacinação contra a poliomielite no Brasil, doença hoje erradicada. O último caso de pólio foi registrado em 1989 e, por isso, o país possui o Certificado de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem, concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). “O Rotary patrocina as vacinas de poliomielite em nível mundial. A Covid-19 é tão séria quanto e nossa bandeira agora é essa, informar a população e divulgar a vacinação”, enfatiza Grasielly.   O Presente

Postado em 22 de Julho de 2021 por Rotary Club de Marechal Cândido Rondon

Nova presidente do Rotary Club Marechal será empossada nesta quarta-feira

Acontece nesta quarta-feira (07), nas dependências da Casa da Amizade, em Marechal Cândido Rondon, a solenidade de posse e desposse da nova diretora do Rotary Club Marechal. Na oportunidade, Victor Barbosa Santolin passará a presidência para Leide Raquel Meinerz, que empossará a nova diretoria. A solenidade terá início às 20 horas, com transmissão ao vivo pelo YouTube e Facebock do Rotary Club Marechal.   Objetivos O clube de serviço foi fundado em 1969 e neste período já passaram mais de 50 presidentes, que, junto com os demais membros, vêm cumprindo seu papel junto à comunidade. O objetivo do Rotary é estimular e fomentar o ideal de servir, como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando: PRIMEIRO: O desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir; SEGUNDO: O reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional; TERCEIRO: A melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um em sua vida pública e privada; QUARTO: A aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando à consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.     Com assessoria

Postado em 06 de Julho de 2021 por Rotary Club de Marechal Cândido Rondon

Rotakids de Marechal Rondon empossa novo conselho diretor

O Rotakids de Marechal Cândido Rondon realizou no sábado (26) a Tarde Festiva, na Casa da Amizade, a fim de empossar seu novo conselho diretor para a gestão 2021/2022. Na ocasião, estivem presentes a governadora assistente, Grasielly von Borstel, o presidente do Rotary e Novas Gerações, Victor Santolin, a presidente do Rotary, Leide Raquel Meinerz, o diretor de Novas Gerações, Guilherme von Borstel, e a presidente do Rotakids 2020/2021, Maria Luisa Sabka, como também familiares, convidados e companheiros do Rotakids. Maria Luisa Sabka passou a presidência para Isabella Cecília Eckert. No evento também foram empossados novos companheirinhos, que passam a integrar o quadro associativo do Rotakids. São eles: Antonela Buchner da Silva, Cecilia Buchner da Silva, Heloisa Dalbello Nicacio, João Mario Finkler Sabka e Mallu Weimann Santolin.   LEMA O lema do ano rotário 2021/2022 é “Servir para transformar vidas”. "Somos todos indivíduos únicos e diferentes, porém essas nossas diferenças nos ajudam a construir um mundo melhor, e juntos podemos ser bem melhores e mais fortes. Quando queremos um mundo melhor, de paz e de justiça, temos que pôr a nossa vida a serviço do amor pelas pessoas. E, para isso, convidamos todos a se juntarem a nós para colocarmos a nossa sabedoria e vontade a serviço da humanidade, juntamente com o nosso conselho diretor. Somos crianças e adolescentes que visam contribuir para um mundo melhor”, enfatizou a presidente Isabella em seu discurso de posse. A governadora assistente, Grasielly Arenhart von Borstel, deu boas-vindas ao novo conselho diretor em nome do governador Sergio Bassegio e de sua esposa Marta, colocando-se à disposição para "juntos servir para transformar vidas neste ano rotário que se inicia", nas palavras dela. O Rotakids de Marechal Rondon realiza reuniões mensais nas terceiras quartas-feiras, às 19 horas, na Casa da Amizade.   NOVO CONSELHO DIRETOR - GESTÃO 2021/2022 Presidente: Isabella Cecília Eckert Vice-presidente: Liz Weimann Santolin Protocolo: Cássio Allebrandt Zanata Bonomo Secretária: Raíssa Cristina Urbano Projetos Humanitários e da Comunidade: Estela Arenhart Von Borstel, Francisco Meinerz Gentilini, Mallu Weimann Santolin Past presidente: Maria Luisa Finkler Sabka     O Presente

Postado em 28 de Junho de 2021 por Rotary Club de Marechal Cândido Rondon

Clubes de Rotary de Marechal Rondon firmam parceria de Empresa Cidadã com a Sicredi Aliança PR/SP

O Rotary é um clube de serviço preocupado em contribuir para que o mundo seja melhor. Na visão rotária, se cada um fizer um pouco será possível realizar uma grande diferença nas comunidades em que estão inseridos ou mesmo para as mais distantes, um dos lemas mais usados é “Mais Se Beneficia Quem Melhor Serve”. Por isso, a responsabilidade social é importante e é um dos pilares do Rotary. Essa atuação, além da execução do trabalho em si, é feita financeiramente por meio de contribuições à Fundação Rotária para que essas ações aconteçam. Um projeto específico para uma contribuição formal de pessoas jurídicas que desejam colaborar com a Fundação Rotária e que, em contrapartida, também oferece benefícios às empresas é o programa Empresa Cidadã. Entendendo a importância da ação desta entidade organizada na sociedade rondonense a Sicredi Aliança PR/SP se tornou Empresa Cidadã junto aos 4 clubes de Rotary (Marechal, Beira Lago, Guarani e 25 de Julho). Com contribuições mensais, a Fundação Rotária recebe o recurso e ampara anualmente milhares de pessoas no mundo com projetos em vários setores como, por exemplo, no combate a doenças (pólio), promoção da paz, fornecimento de água limpa, saúde de mães e filhos, apoio à educação, desenvolvimento de comunidades e ajuda em catástrofes. Gilson Metz, Diretor de Negócios da Sicredi Aliança PR/SP, representou a cooperativa no ato que firmou a parceria com os clubes, reforçando a forte ligação do Sicredi com o Rotary. “O Sicredi tem um propósito, uma causa, muito forte que lhe move. Além de atuar economicamente, nós também temos um olhar diferenciado para o lado social das comunidades nas quais estamos presentes. E dentro desse contexto, entendemos que sermos parceiros do Rotary, através dos quatro clubes de Marechal Rondon, é uma oportunidade de conectar a nossa causa, às iniciativas que o Rotary promove. E o fato de termos aceito o convite de sermos Empresa Cidadã, fazer parte do Rotary, é motivo de orgulho e nos engrandece, porque, através de ações como essa, desenvolvemos a sociedade, tornando-a mais próspera”. A Sicredi Aliança PR/SP surgiu há 36 anos, em Marechal Cândido Rondon, a partir da determinação e coragem de 21 agricultores da região oeste paranaense que acreditaram no potencial e na capacidade das cooperativas de crédito. Atualmente, a Sicredi Aliança PR/SP possui mais de 60 mil associados, 480 colaboradores, está presente em 20 municípios com 25 agências. Sua área de atuação compreende o oeste do Paraná e o norte de São Paulo.   Benefícios para a empresa O Rotary oportuniza as empresas que se identificam e se preocupam com sua responsabilidade social a possibilidade de vincular a sua marca ao Rotary através do projeto Empresa Cidadã. Aderindo ao projeto, a empresa é agraciada a um selo que poderá ser utilizado em todos os seus materiais publicitários, inclusive sendo possível ser acrescido em sua nota fiscal e rodapés de e-mails, dando grande visibilidade ao seu compromisso com a sociedade. Para o presidente do Rotary Club de Marechal Cândido Rondon Marechal, Victor Santolin, “para o Rotary é uma honra ter a Sicredi como Empresa Cidadã. A cooperativa sempre esteve ao nosso lado nos apoiando em diversos projetos e causas sociais. Isso demonstra a veia de cooperativismo que a Sicredi tem, de juntos sermos mais fortes”. A presidente do Rotary Club de Marechal Cândido Rondon Beira Lago, Elza Hofer, comenta que é de suma importância a Sicredi Aliança PR/SP fazer parte da Empresa Cidadã. “A Sicredi firmou parceria com os quatro clubes de Rotary de Marechal Cândido Rondon contribuindo com um total de US$ 4.000,00 dólares para a Associação Brasileira de The Rotary (ABTRF), que foi criada para gerenciar os recursos e transformar esta contribuição em projetos humanitários. Ao tornar-se parceira neste programa, a cooperativa agregará em seus valores as causas sociais, conectando-se com consumidores atentos e conscientes, e principalmente associando a sua marca ao Rotary. Tornar-se uma Empresa Cidadã é estar presente na transformação da sociedade”. Segundo o presidente do Rotary Club de Marechal Cândido Rondon Guarani, Rodrigo Glesse, ter o Sicredi como Empresa Cidadã é motivo de orgulho. “Para o Rotary é uma grande conquista ter o Sicredi como parceiro. Temos princípio bem semelhantes, além de uma busca de sempre desenvolver mais a comunidade. É uma parceira bem sólida”. E o presidente do Rotary Club de Marechal Cândido Rondon 25 de Julho, Valdecir Seefeld, também agradece toda a colaboração que a Sicredi tem com o Rotary. “Essa parceria aumenta a colaboração entre Rotary e Sicredi, que realizam projetos em conjunto, que reflete em benefício a comunidade rondonense, pois os recursos financeiros doados retornam em projetos humanitários”.   Com assessoria

Postado em 09 de Junho de 2021 por Rotary Club de Marechal Cândido Rondon

Comarca tem fila de rondonenses interessados em adoção

Nesta terça-feira (25) é comemorado o Dia Nacional da Adoção. Por meio da lei federal nº 10.447, de 2002, esta é a 19ª comemoração em âmbito nacional e tem como objetivo conscientizar e incentivar a sociedade à adoção de crianças e adolescentes. As ações deste dia visam, sobretudo, atrair o interesse de pessoas a se tornarem pais adotivos e, assim, reduzir o número de menores em acolhimento institucional ou familiar. Para o juiz da Vara de Infância e Família de Marechal Cândido Rondon, Renato Cigerza, o incentivo é importante para garantir às crianças e aos adolescentes a convivência familiar e comunitária digna. “São sujeitos de direitos, cidadãos incapazes e, de acordo com a Constituição, necessitam de proteção integral e prioridade absoluta”, enaltece ao O Presente. Existem no Brasil 30.848 crianças e adolescentes em situação de acolhimento familiar ou institucional, segundo dados de maio de 2021 do Sistema Nacional de Adoção, que integra todas as Varas de Infância do país. Por outro lado, há 33.225 pretendentes habilitados. A disparidade nos números, afirma Cigerza, indica uma conta que não fecha e pende para o lado do menor de idade.   CONTA QUE NÃO FECHA O juiz explica que o perfil dos pretendentes habilitados à adoção impõe certos limites para que o sistema encontre uma criança que responda a todos os critérios. “Na maioria das vezes, há preferência por meninas em detrimento de meninos, além de haver pouquíssima adesão e interesse pela adoção de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais ou doenças”, expõe. Segundo ele, 93% dos pretendentes aceitam apenas crianças sem deficiência e 57% exigem que a criança não tenha doenças. A idade das crianças e adolescentes também costuma ser um critério de seleção para os pais, indica Cigerza. “A preferência é por crianças de até dois anos de idade, saudáveis e na maioria das vezes com cor de pele clara. Desses 33 mil pretendentes, apenas 95 casais ou 0,2% do total aceitam crianças acima de 16 anos”, lamenta. No Paraná, informa o magistrado, 2.493 menores estão acolhidos e 450 estão aptos à adoção. “Desse número, 31% são adolescentes com mais de 15 anos e 67% possuem mais de nove anos. Apenas 253 crianças e adolescentes no Paraná aguardam por casais habilitados, o restante já está em processo de aproximação”, relata.   CASOS NA COMARCA O Fórum local integra os municípios de Marechal Rondon, Mercedes, Nova Santa Rosa, Quatro Pontes, Entre Rios do Oeste e Pato Bragado. Atualmente, nenhuma criança está em condições de adoção na comarca rondonense. “Há apenas menores acolhidos em caráter institucional ou familiar. Temos um grupo de irmãos com sentença de destituição familiar julgada e em período de aproximação com um casal pretendente, sendo o único caso”, expõe Cigerza, acrescentando que, nos últimos quatro anos, apenas seis processos de destituição familiar aconteceram na comarca: “Foram adotadas nesse período 12 crianças, considerando que havia grupos de dois e quatro irmãos, e somente três foram encaminhados para fora da comarca por não haver pretendentes habilitados localmente”. Ao todo, há 38 pretendentes habilitados para adoção na Comarca de Marechal Rondon, o que representa, na avaliação do juiz, um número positivo. “É uma adesão bem significativa se a gente considerar o número de processos que tivemos nos últimos quatro anos”, considera.   FILA DEMORADA A diferença entre interessados em adotar e crianças e adolescentes aptos à adoção coloca certos questionamentos sobre a demora no andamento dos processos. Em Marechal Rondon, os primeiros pretendentes estão na fila desde 2011, sendo dez anos de espera. “Isso ocorre devido ao perfil de crianças e adolescentes solicitados. Quanto mais restrito, mais dificultoso se torna para localizar crianças para esses casais”, menciona.   BUSCA DA PRÓPRIA FILIAÇÃO A maior dificuldade, avalia o magistrado, está na adoção de adolescentes, devido principalmente a um preconceito existente diante do grupo. “Pensam que esse público carrega traumas, além da dificuldade de lidar com adolescentes pelo temperamento que possuem”, salienta. Outro motivo frequente por trás da barreira de idade imposta pelos interessados na adoção, acrescenta ele, é a busca por uma filiação “própria”. “O casal pode não ter condição de ter filhos e busca a adoção para suprir essa impossibilidade. Nesses casos, há o desejo de adotar a criança mais nova possível e passar por todas as etapas da vida juntos”, explica. Mesmo quando uma criança não consegue ser adotada, a destituição familiar não permite um retorno à família de origem, comenta Cigerza. “São proporcionadas condições para que o adolescente saia do acolhimento e viva sozinho, com condições de autossustento. O psicológico, a maturidade e questões financeiras são trabalhadas, além da inserção no mercado de trabalho. É uma situação complicada, por mais que se trabalhe com ele. O mais difícil é a maturidade psicológica, não ter para onde ir em momentos de dificuldade. Por isso, a adoção tardia é importante”, ressalta.   APTOS À ADOÇÃO De acordo com Cigerza, o menor de idade se torna apto à adoção depois de ser submetido a uma situação de acolhimento institucional ou familiar. Contudo, o magistrado afirma que antes disso acontecem tentativas de reinserção. “Primeiramente, o acolhimento ocorre por uma ação ou omissão praticada pelos pais ou responsáveis que coloque a criança ou adolescente em situação de risco. Seja por famílias ou por instituições, durante o acolhimento, tentativas de reintegração à família de origem acontecem e, se não há sucesso, avalia-se algum integrante da família, seja irmãos, tios, avós, que tinha condição de adquirir a guarda da criança. Quando se avalia que não há possibilidade de reintegração, coloca-se a necessidade de destituição do poder familiar e a ação é ajuizada na Vara da Infância contra os genitores. Com a procedência da ação, ocorre a destituição do poder familiar e a criança se torna apta à adoção e, a partir desse momento, surge a busca por adotantes”, explica o juiz, acrescentando que durante todos os processos há assistência por parte dos órgãos que compõem a rede de apoio. A adoção representa uma nova chance para a criança ou adolescente se desenvolver em um contexto de direitos e garantias assegurados, sintetiza o magistrado.   COMO SE CADASTRAR? Apesar da ausência de crianças e adolescentes aptos à adoção na Comarca de Marechal Rondon, o juiz frisa que o interessado pode se cadastrar e, quando habilitado, será automaticamente incluído na rede estadual e federal de adoção. “Sempre se buscam pretendentes da própria comarca, mas quando não se encontra a busca passa para nível estadual e federal”, comenta. Quem se interessar na adoção de menores deve entrar em contato com a Vara de Infância rondonense, pelo telefone (45) 3284-7425 ou e-mail [email protected]. Em virtude das medidas sanitárias de prevenção à Covid-19, o Fórum está com o atendimento presencial suspenso e as atividades são realizadas remotamente. Tanto casais, homoafetivos ou não, quanto pessoas solo podem procurar a Vara da Infância para o cadastramento, indica Cigerza. “Um formulário sobre o perfil de criança que se almeja adotar é preenchido e então é iniciado o procedimento para habilitação. O pretendente é submetido a estudo psicológico e social e precisa realizar um curso de capacitação para adoção que acontece duas vezes por ano, de maneira virtual devido à pandemia. Com resultados positivos nos testes e certificado em mãos, o casal é habilitado como pretendente e inserido na fila de adotantes da comarca”, conclui.   MOBILIZAÇÃO Em parceria com a Vara da Infância do Fórum rondonense, o Rotary Club Marechal Cândido Rondon empreende esforços na divulgação da ideia entre as pessoas da comunidade. “Adoção é um ato de amar e quando você adota coloca-se a serviço do bem, propiciando uma família a essa criança. Consciente dessa importância, o Rotary, em parceria com a Vara da Criança e do Adolescente, divulga o tema em suas mídias sociais”, enaltece a diretora coordenadora dos projetos humanitários do Rotary Marechal Rondon, Leide Raquel Meinerz.   O Presente

Postado em 25 de Maio de 2021 por Rotary Club de Marechal Cândido Rondon

Reuniões Quartas-Feiras | 20:00
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